Artes marciais

Nos EUA, lutador pelotense busca regularização para voltar a competir no MMA

Vivendo em Boston, Julio Cesar Araujo, o Gaúcho, registra histórico de vitórias, mas não compete oficialmente desde 2020

Foto: Márcio Valle - Na carreira, ele tem retrospecto de nove vitórias e uma derrota

Com um histórico de nove vitórias e uma derrota no MMA, o pelotense Julio Cesar Araujo, o Gaúcho, quer voltar a competir profissionalmente, o que não acontece desde 2020. Vivendo em Boston, nos Estados Unidos, o atleta enfrenta empecilhos burocráticos no país da América do Norte e tenta superá-los. O retrospecto positivo o faz até mesmo sonhar em disputar algumas das principais franquias do mundo.

“Essa liberação vai me dar o direito de me afiliar a qualquer grande equipe e vou ter total liberação para fazer qualquer luta profissional nos Estados Unidos e Canadá. Também vou poder participar das ligas europeias”, diz o lutador de 32 anos ao Diário Popular.

Gaúcho começou sua trajetória nas artes marciais em 2007. Durante os 16 anos de experiência como profissional, soma três lutas internacionais. A legislação indica dez requisitos a cumprir, e o pelotense precisa alcançar ao menos seis para conseguir. Caso contrário, continuaria sem poder participar de nenhum evento de caráter profissional nos Estados Unidos. A decisão será dada por um juiz.

Enquanto isso, Julio Cesar disputa eventos amadores, sem remuneração, como campeonatos de jiu-jitsu. Segundo ele, em quase todos esses casos o prêmio é apenas uma medalha.

Papel de treinador

O também brasileiro Nicholas Meregali é considerado, hoje, um dos melhores atletas de jiu-jitsu do planeta. Após uma vitória sobre o compatriota Leandro Lo, outro lutador de elite – que acabou assassinado em agosto do ano passado – Meregali listou Gaúcho entre os colegas aos quais agradeceu pelos treinos de wrestling (luta livre, parte das artes marciais que formam o MMA).

Além disso, o pelotense, que busca comprovar os atributos de lutador profissional, usa também como argumento o próprio histórico em outros aspectos e atuação como treinador. Há um ano em Boston, o atleta, que costumava alternar idas e vindas de Pelotas, passou temporadas de treinamento em países como Alemanha, Portugal, Rússia, Sérvia e Tailândia.

Confiança

Ao DP, Julio Cesar se mostra otimista não apenas em conseguir o sinal verde para competir em terras estadunidenses, mas também para ir longe na modalidade. “Pode acreditar, eu vou chegar no UFC ou no Bellator”, diz, relembrando vitórias do passado sobre Rafael Carvalho e Ariel Machado, por exemplo, dois campeões mundiais no MMA.

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